Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

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Caixa
17/07/2026

Caixa não apresenta respostas às reivindicações dos empregados

A segunda rodada de negociações específicas entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e a direção do banco, realizada nesta sexta-feira (17), em São Paulo, terminou sem respostas concretas para as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Diante da falta de avanços, a representação dos empregados reforçou as cobranças sobre Saúde Caixa, licenças para tratamento de saúde, criação de uma cláusula específica sobre teletrabalho, com especial atenção aos trabalhadores de TI, substituição em cascata, superendividamento e outras cláusulas sociais, além de convocar um Dia Nacional de Luta para 27 de julho, para ampliar a mobilização da categoria.

A reunião deu sequência à primeira mesa de negociações, realizada em 8 de julho, quando a CEE/Caixa já havia demonstrado, com base nos próprios dados apresentados pelo banco, que o fim do teto de 6,5% para o custeio do Saúde Caixa é indispensável para garantir a sustentabilidade do plano e preservar seus princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional. Também havia sido cobrada a retomada da proporção histórica de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos usuários, além da garantia de direitos aos empregados admitidos após setembro de 2018.

Na abertura da reunião, a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, reafirmou que a mesa de negociação precisa produzir resultados concretos. "Viemos para esta negociação com propostas objetivas para resolver problemas que afetam diretamente a vida das empregadas e dos empregados. Infelizmente, mais uma vez, a Caixa não apresentou respostas para reivindicações importantes. Seguiremos cobrando soluções para o Saúde Caixa, para as condições de trabalho e para a valorização de quem faz o banco acontecer todos os dias."

Saúde Caixa continua como prioridade

A representação dos empregados voltou a defender o fim do teto estatutário que limita a participação da Caixa em 6,5% da folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa. Também reiterou a necessidade de fortalecimento das Gerências de Pessoas (Gipes), da manutenção dos princípios históricos do plano e da garantia de isonomia para os empregados contratados após 2018.

Outro ponto cobrado foi a apresentação de um cronograma para implantação do convênio de reciprocidade com a Cassi, reivindicação considerada importante para ampliar a rede credenciada, especialmente nas regiões com menor cobertura assistencial.

Licenças médicas e limbo previdenciário preocupam

Durante a negociação, dirigentes sindicais relataram os problemas enfrentados por empregados afastados por motivo de saúde, especialmente aqueles que aguardam por longos períodos a concessão de benefícios pelo INSS, situação ainda mais grave nos casos relacionados a transtornos mentais.

A CEE também criticou a utilização rotineira pela Caixa de juntas médicas para revalidação de atestados e defendeu o fortalecimento das Gipes para oferecer suporte adequado aos trabalhadores afastados, evitando que essas situações fiquem sob responsabilidade exclusiva das chefias imediatas.

Segundo Luiza Hansen, é necessário construir mecanismos que deem segurança aos empregados durante todo o período de afastamento.

"Quem adoece precisa encontrar acolhimento, não mais obstáculos. A Caixa precisa apresentar soluções para o limbo previdenciário, fortalecer as Gipes e garantir que os trabalhadores tenham seus direitos preservados durante todo o período de tratamento", disse a coordenadora da CEE/Caixa.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) da Bahia e Sergipe, Erico Jesus, defendeu que a Caixa fortaleça as estruturas especializadas de atendimento aos trabalhadores. “Não concordamos com juntas médicas para revalidar atestados como procedimento rotineiro. O empregado que adoece precisa ser acolhido e acompanhado por profissionais preparados. Por isso, é necessário fortalecer as Gipes, ampliar suas equipes e devolver a elas condições para orientar e atender os empregados em questões de saúde”, afirmou.

Teletrabalho e regime híbrido

A CEE também ressaltou que mudanças recentes, sem diálogo com a representação sindical geraram insatisfação nos empregados, que reivindicam por uma política clara e estável negociada previamente, como critérios objetivos de realocação, igualdade de direitos (registro de ponto, horas extras, direito à desconexão), ajuda de custo regionalizada e participação plena em programas de saúde. Na área de TI, há impactos específicos que exigem regimes que favoreçam retenção de talentos.

A CEE reivindica a inclusão de regramento do teletrabalho no Acordo Coletivo.

Substituição em cascata

Outro tema que dominou a mesa foi a substituição em cascata. A representação dos empregados reivindicou que o mecanismo seja aplicado em todas as unidades da Caixa, independentemente do porte da agência ou da quantidade de gerentes, garantindo remuneração compatível e reconhecimento das responsabilidades efetivamente assumidas pelos trabalhadores. A proposta também consta da minuta específica de reivindicações da categoria para a renovação do ACT.

Representando a Fetrafi-SC, Edson Heemann reforçou que a reivindicação busca corrigir uma distorção existente nas unidades. "A inexistência da cascata gera desigualdade entre agências, desvaloriza funções estratégicas e impede que empregados tenham oportunidades de crescimento, aprendizado e reconhecimento. A implementação do efeito cascata em todas as substituições não é apenas uma questão administrativa, mas uma medida de justiça funcional, valorização profissional e melhoria das condições de trabalho", disse.

Luiza Hansen acrescentou que a reivindicação também busca reconhecer as responsabilidades efetivamente assumidas pelos trabalhadores. "Quando um empregado substitui outro, ele assume responsabilidades maiores, responde pelos riscos da função e, muitas vezes, acumula atividades sem a devida remuneração. Defendemos que esse reconhecimento ocorra desde o primeiro dia da substituição."

Endividamento entra na pauta

A CEE cobrou que a Caixa apresente uma proposta que permita aos empregados superendividados a renegociação, de forma mais facilitada, dos valores atrasados.

Representando a Fetec-CUT/SP, Hugo Saraiva, destacou que a preocupação é respaldada pelos dados da própria Campanha Nacional. "Queremos construir uma cláusula que realmente ofereça proteção aos empregados. A Consulta Nacional à categoria deste ano mostra que mais de 70% dos bancários estão endividados. Esse é um problema que afeta a qualidade de vida, a saúde mental e precisa ser enfrentado também na negociação coletiva", observou.

Banco não respondeu às reivindicações

Ao longo da reunião, a Caixa ouviu as reivindicações apresentadas pela representação dos empregados, mas não apresentou respostas objetivas para os principais pontos da pauta.

Para Luiza Hansen, a ausência de posicionamentos concretos exige maior mobilização da categoria. "Não basta ouvir as reivindicações. Os empregados esperam respostas e avanços. A negociação precisa produzir resultados. Por isso, vamos intensificar a mobilização em todo o país."

Mobilização nacional

Como forma de pressionar a direção da Caixa a apresentar propostas concretas nas próximas rodadas de negociação, a CEE/Caixa convocou um Dia Nacional de Luta para 27 de julho.

A mobilização deverá envolver sindicatos, federações, e empregadas e empregados de todo o país, reforçando a defesa do Saúde Caixa, da valorização dos trabalhadores e da melhoria das condições de trabalho.

(Fonte: reprodução Contraf-CUT)

Itaú
16/07/2026

COE cobra mais transparência do Itaú em reestruturação do Segmento Empresas

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú voltou a cobrar do banco mais transparência nos processos de reestruturação do Segmento Empresas. A reivindicação ocorre após uma série de denúncias de trabalhadores sobre mudanças que vêm impactando remuneração, metas, condições de trabalho e perspectivas de carreira, sem diálogo com a representação dos empregados.

Uma das principais preocupações é a redução da remuneração variável semestral (VB). Após a resegmentação das carteiras da Plataforma PJ, diversas carteiras passaram de Porte A para Porte B em razão da migração de clientes para outros segmentos ou para o atendimento digital – resultando em uma remuneração pode chegar a 50%, apesar de a mudança ter sido promovida pelo próprio banco.

A diretora do Sindicato, Daniele Miyachiro, integrante da COE Itaú e representante da Feeb-SP/MS, afirma que acompanha a reestruturação com preocupação e orienta os bancários que estejam enfrentando dificuldades em decorrência das mudanças no Segmento Empresas a procurarem a entidade.

"É importante que os trabalhadores relatem ao Sindicato situações como redução de remuneração, alterações nas metas, mudanças nas atribuições ou qualquer outro impacto causado pela reestruturação. Essas informações fortalecem nossa atuação na cobrança de soluções junto ao banco", destaca.

Pontos de alerta

A COE também questiona o Itaú que, com a unificação dos segmentos Pro Smart e Pro, gerentes passaram a cumprir as mesmas metas e indicadores de desempenho, mas continuam recebendo salários diferentes.

O Itaú informou que não fará equiparação salarial, alegando que os segmentos atendem perfis distintos de clientes. A COE discorda, afinal, se o próprio banco unificou os segmentos, passando a exigir as mesmas metas, não se justifica manter diferenças salariais.

Entre as demais preocupações apresentadas ao banco estão o fim da premiação com viagem internacional para gerentes, o aumento das metas mesmo com a redução das carteiras, o retorno de profissionais às agências físicas sem esclarecimentos sobre impactos na carreira e a política de reembolso para visitas a clientes, considerada defasada pelos trabalhadores.

Até o momento, além da resposta sobre a equiparação salarial, o banco não apresentou retorno às demais reivindicações. O Sindicato segue cobrando soluções.

(com informações Contraf_CUT)

Bancos
16/07/2026

Campanha Nacional 2026: negociação avança em igualdade de oportunidades e combate ao racismo

A terceira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada nesta quinta-feira (16/07) entre os Sindicatos, representados pelo Comando Nacional dos Bancários, e a Fenaban, teve como foco a igualdade de oportunidades, o combate às discriminações, o monitoramento do ambiente de trabalho e o endividamento da categoria.

Na pauta sobre igualdade de oportunidades, o movimento sindical apresentou dados que reforçam a necessidade de ampliar a presença de mulheres, especialmente mulheres negras, em cargos de liderança.

Dados do Dieese mostram que, entre 2020 e abril de 2026, 80% dos 31,1 mil postos de trabalho fechados no setor eram ocupados por mulheres. As bancárias recebem, em média, 18,4% menos que homens brancos na mesma função, enquanto mulheres negras ganham 34,2% menos. Nos cargos de liderança, pessoas negras ocupam apenas 25,2% das posições, e as mulheres recebem, em média, 26% menos que os homens nessas funções.

A vice-presidente do Sindicato, Ana Stela Alves de Lima, que participou da mesa representando a Feeb-SP/MS, destaca como um dos avanços a discussão sobre a ampliação da formação e da qualificação de mulheres na área de Tecnologia da Informação (TI), com a participação de especialistas no tema.

“Conseguimos avançar em temas importantes, especialmente no fortalecimento das políticas de combate ao racismo e ao assédio sexual. Por outro lado, a questão do endividamento preocupa muito a categoria e esperamos que a Fenaban apresente uma resposta concreta às reivindicações", afirmou.

O presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, também acompanhou a negociação e destacou que a pauta da igualdade precisa resultar em medidas efetivas.

"Os bancos costumam destacar a diversidade em seus discursos, mas é preciso transformar esse compromisso em ações concretas. Avançar na igualdade de oportunidades e criar condições para que todos tenham as mesmas possibilidades de crescimento profissional são reivindicações essenciais desta campanha."

Pauta ampla

Um ponto considerado positivo pelo movimento sindical foi a proposta da Fenaban de incluir denúncias de racismo no canal de acolhimento já existente para mulheres vítimas de violência. A medida permitirá o registro de casos envolvendo colegas de trabalho, gestores ou clientes.

"Também houve discussão sobre o combate ao assédio sexual. A proposta apresentada pelos bancos prevê a criação de um rol de condutas, elaborado com base em estudos e publicações de especialistas, para facilitar a identificação e o enfrentamento desse tipo de violência no ambiente de trabalho", detalhou Ana Stela.

Em relação ao endividamento dos bancários, o Comando Nacional destacou que a Consulta Nacional da categoria apontou um crescimento preocupante das dívidas, principalmente com cartão de crédito e cheque especial. A principal reivindicação é a redução das taxas de juros para os empregados do setor. A Fenaban ficou de apresentar uma resposta sobre o tema na próxima rodada.

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  • Vales-refeição e alimentação;

  • Jornada de 6 horas;

  • Licenças-maternidade e paternidade ampliadas;

  • Auxílio-creche/babá e 13ª cesta-alimentação;

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