Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

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Campanha Salarial 2026
04/08/2026

Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no próximo dia 13

Após a sexta rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada nesta terça-feira (4), os bancos se comprometeram a apresentar, na próxima semana, uma proposta geral em resposta às reivindicações da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2028. A mesa de negociação está agendada para o dia 13 de agosto.

O presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, que acompanha as negociações e integra o Comando Nacional dos Bancários, afirma que a expectativa é pela apresentação de uma proposta que respeite as demandas apresentadas.

"Chegamos a um momento decisivo da Campanha Nacional. O diálogo com os bancos tem sido difícil, apesar dos lucros bilionários registrados pelo setor. Agora é hora de os bancos demonstrarem, na prática, disposição para valorizar quem produz esses resultados”, destaca Lourival.

Os bancários esperam aumento real dos salários (de 5%, mais reposição da inflação), valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajuste para os vales-refeição e alimentação, valorização do piso da categoria e avanços nas demais reivindicações econômicas e sociais.

“Esperávamos que os bancos apresentassem uma proposta já nesta sexta rodada de negociações, porém o que recebemos foram críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas da nossa minuta de reivindicações", completa.

PLR

A Fenaban também defendeu que a PLR não deveria ser reajustada, sob o argumento de que os bancos já possuem programas próprios de remuneração variável. A entidade alegou ainda que a rentabilidade do setor vem sendo impactada pelo aumento da concorrência de novos atores do sistema financeiro, como cooperativas e fintechs.

O Comando Nacional rebateu os argumentos, destacando que a PLR é uma conquista prevista na Convenção Coletiva e não se confunde com programas internos de remuneração.

A representação dos trabalhadores reafirmou que a minuta reflete as demandas dos diversos segmentos da categoria e reiterou as principais reivindicações.

Como foi até agora?

Rodada do dia 30/7 debateu cláusulas econômicas 

Ao longo das negociações, cada rodada foi dedicada a um conjunto de reivindicações.

As cláusulas sociais abriram o calendário, com debates sobre inclusão, teletrabalho, direito à desconexão, jornada 4x3 e segurança bancária.

Na sequência, o foco esteve na defesa do emprego, nos impactos das reestruturações, da inteligência artificial e do fechamento de agências. A terceira rodada tratou da igualdade de oportunidades e do combate à discriminação.

As rodadas seguintes tiveram como eixo central a saúde e as condições de trabalho, com destaque para o adoecimento da categoria, a pressão por metas e o combate ao assédio. Por fim, o Comando Nacional apresentou as reivindicações econômicas, reforçando que os lucros recordes do sistema financeiro permitem atender às demandas dos trabalhadores.

"Agora aguardamos que os bancos nos tragam uma proposta que realmente valorize a categoria e que possamos aprová-la juntos. Para isso, é fundamental que os bancários estejam ao lado do Sindicato, acompanhem as negociações, mantenham-se informados e preparados para os próximos passos da campanha."

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Bancos
04/08/2026

CCV do Itaú garante mais de R$ 4,6 milhões a bancários no primeiro semestre

Experiência pioneira do Sindicato, implementada na década de 90, a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) do Itaú segue com resultados expressivos para a categoria. Somente entre janeiro e junho deste ano, foram analisados 89 casos, dos quais 70 tiveram resultado positivo, com pagamento de R$ 4,6 milhões aos bancários e bancárias atendidos pelo Departamento Jurídico do Sindicato.

Para o diretor do Departamento Jurídico do Sindicato, Vander da Cunha, os números demonstram a importância da CCV como instrumento de defesa dos direitos da categoria. "A CCV  tem se mostrado um caminho eficiente para buscar a reparação de direitos de forma ágil. O pagamento demora no máximo 60 dias, depois do termo elaborado pelo jurídico e encaminhado para análise do banco. É bem mais rápido que na esfera judicial", afirma.


O que é?

A CCV é uma ferramenta para quem tem dúvidas ou reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas após o encerramento do contrato de trabalho. Com o acompanhamento do Departamento Jurídico do Sindicato, o bancário apresenta pedidos como horas extras, diferenças salariais, verbas rescisórias, desvio de função e outras pendências em reúnião representantes do banco, o bancário e o Sindicato.

Quando há acordo, os valores são pagos de forma negociada. Caso não haja conciliação, o bancário ou bancária permanece livre para ingressar com ação na Justiça do Trabalho, sem prejuízo aos seus direitos.
Além do Itaú, o Sindicato mantém acordos de CCV com Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (para casos específicos), ampliando as alternativas para a solução de conflitos trabalhistas.

A participação na CCV é voluntária. O atendimento deve ser agendado pelo WhatsApp (19) 99666-0276.

Veja vídeo sobre o tema

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Fundado oficialmente em 27 de fevereiro de 1954, o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região é referência nacional, com atuação pioneira em momentos decisivos para as conquistas da categoria bancária.

Com presença ativa nas negociações coletivas, na defesa de direitos e no diálogo permanente com a base, representa bancários de 37 cidades da região. Em 2025, o Sindicato inaugurou sua nova sede, no mesmo terreno do clube.

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Conheça o Sindicato e aproveite tudo o que oferecemos para você. Na sede administrativa, os bancários contam com atendimento jurídico, central de informações, espaço de coworking e biblioteca exclusiva para associados. Tudo pensado para facilitar o dia a dia e garantir apoio em diferentes momentos.

No mesmo acesso, está o clube, com piscinas adulto e infantil, quadras de areia, campo de grama sintética, sauna mista, Cantina 85 e o Salão da Zenaide. Um espaço completo de lazer e convivência para você e sua família.

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A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) Bancária é um dos instrumentos mais completos de proteção aos trabalhadores no Brasil, resultado de negociações nacionais e de muita luta nas últimas décadas. Atualmente, possui cerca de 150 cláusulas – a maioria prevê direitos acima da Consolidação das Leis do Trabalho.

Alguns direitos assegurados na CCT:

  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com regras nacionais;

  • Vales-refeição e alimentação;

  • Jornada de 6 horas;

  • Licenças-maternidade e paternidade ampliadas;

  • Auxílio-creche/babá e 13ª cesta-alimentação;

  • Cláusulas de proteção à mulher, promoção da diversidade, combate ao assédio moral e sexual, além de medidas de prevenção e cuidado com a saúde dos trabalhadores.

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