Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

A segunda rodada de negociações da pauta específica dos funcionários do Banco do Brasil foi realizada nesta sexta-feira (17/07), em São Paulo, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e do processo de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do banco.

A mesa abordou temas ligados à diversidade, endividamento dos empregados e monitoramento da produtividade. Representando o Sindicato e também a Feeb-SP/MS, a diretora Maria Aparecida da Silva (a Cida) participou das negociações.

"A pauta debatida nesta rodada trata de questões que impactam diretamente a vida dos funcionários e de suas famílias. Defendemos avanços concretos para garantir mais inclusão e igualdade de oportunidades”, destaca Cida.

Pauta ampla

O debate dos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) iniciou a reunião, com as entidades reivindicando a cumulatividade dos benefícios destinados às PcDs com o auxílio-creche/babá, licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade.

Também foi pedida a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no Banco do Brasil, ampliação do teletrabalho para empregados que necessitem dessa modalidade e abono das horas destinadas a consultas, terapias e tratamentos.

“No caso do auxílio-educação/babá, é fundamental que o benefício seja concedido sem a exigência de comprovação atualmente feita pelo Banco do Brasil, que acaba criando barreiras para quem realmente precisa. Também reivindicamos que o auxílio-especial possa ser pago de forma cumulativa com o auxílio-educação, porque crianças com deficiência necessitam, ao mesmo tempo, de terapias e de atendimento em escolas especializadas. São despesas distintas e permanentes, que exigem um olhar mais sensível do banco", destaca a diretora

Na pauta das mulheres, a representação dos trabalhadores defendeu ações para ampliar a presença feminina na área de Tecnologia, setor que cresce dentro do banco, mas ainda conta com baixa participação de mulheres.

Também foram apresentadas propostas para fortalecer a proteção às bancárias em situação de violência doméstica, com afastamento remunerado de até seis meses, preservação do cargo no retorno ao trabalho e garantia de permanência na função por pelo menos um ano.

As entidades ainda reivindicaram a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou adolescente, limitada a duas pessoas, além da equiparação da união estável ao casamento para fins de acesso aos benefícios previstos no acordo coletivo.

Linha crédito para funcionários

Outro tema da negociação foi o endividamento dos funcionários. A proposta apresentada prevê uma linha de crédito específica para funcionários cujas dívidas comprometam mais de 30% do salário bruto, com juros reduzidos, período de carência e condições que permitam adequar o pagamento à capacidade financeira do trabalhador.

A direção do Banco do Brasil reconheceu a preocupação com o tema e informou que estuda alternativas para atender essa demanda.

A representação dos funcionários também cobrou mudanças nos atuais mecanismos de monitoramento da produtividade, defendendo o fim do controle individual do tempo de atendimento e a construção de indicadores mais transparentes e compatíveis com a realidade do trabalho, com participação dos próprios empregados.

Ao final da reunião, a direção do Banco do Brasil informou que recebeu as reivindicações de forma positiva e fará uma análise das propostas antes de apresentar respostas nas próximas rodadas de negociação. O banco também reafirmou a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030.

(Com informações Contraf_CUT)

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