Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú voltou a cobrar do banco mais transparência nos processos de reestruturação do Segmento Empresas. A reivindicação ocorre após uma série de denúncias de trabalhadores sobre mudanças que vêm impactando remuneração, metas, condições de trabalho e perspectivas de carreira, sem diálogo com a representação dos empregados.

Uma das principais preocupações é a redução da remuneração variável semestral (VB). Após a resegmentação das carteiras da Plataforma PJ, diversas carteiras passaram de Porte A para Porte B em razão da migração de clientes para outros segmentos ou para o atendimento digital – resultando em uma remuneração pode chegar a 50%, apesar de a mudança ter sido promovida pelo próprio banco.

A diretora do Sindicato, Daniele Miyachiro, integrante da COE Itaú e representante da Feeb-SP/MS, afirma que acompanha a reestruturação com preocupação e orienta os bancários que estejam enfrentando dificuldades em decorrência das mudanças no Segmento Empresas a procurarem a entidade.

"É importante que os trabalhadores relatem ao Sindicato situações como redução de remuneração, alterações nas metas, mudanças nas atribuições ou qualquer outro impacto causado pela reestruturação. Essas informações fortalecem nossa atuação na cobrança de soluções junto ao banco", destaca.

Pontos de alerta

A COE também questiona o Itaú que, com a unificação dos segmentos Pro Smart e Pro, gerentes passaram a cumprir as mesmas metas e indicadores de desempenho, mas continuam recebendo salários diferentes.

O Itaú informou que não fará equiparação salarial, alegando que os segmentos atendem perfis distintos de clientes. A COE discorda, afinal, se o próprio banco unificou os segmentos, passando a exigir as mesmas metas, não se justifica manter diferenças salariais.

Entre as demais preocupações apresentadas ao banco estão o fim da premiação com viagem internacional para gerentes, o aumento das metas mesmo com a redução das carteiras, o retorno de profissionais às agências físicas sem esclarecimentos sobre impactos na carreira e a política de reembolso para visitas a clientes, considerada defasada pelos trabalhadores.

Até o momento, além da resposta sobre a equiparação salarial, o banco não apresentou retorno às demais reivindicações. O Sindicato segue cobrando soluções.

(com informações Contraf_CUT)

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