Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Em mesa de negociação realizada na última sexta-feira (3/7), representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltaram a cobrar dos representantes do banco uma solução para equalizar o custeio da Cassi.

Mesa de negociação nessa sexta, 3 de julho. Foto: Contraf-CUT



As entidades defendem um aporte emergencial de R$ 580 milhões, garantindo recursos imediatos para preservar o atendimento dos associados. Também é pedido o adiamento da cobrança da primeira parcela do 13º salário para o fim de 2027.

O negociador do banco concordou com a necessidade de aporte, porém ponderou que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Também reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social.

Durante a negociação, o presidente da Cassi, Claudio Said, explicou os motivos de correspondência encaminhada às entidades e ao banco no dia anterior. Segundo ele, a comunicação representa o dever de diligência da diretoria da Caixa de Assistência em informar aos patrocinadores — Banco do Brasil e associados — sobre a situação financeira da entidade e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados.

Claudio Said também destacou que o tema foi registrado em ata na última reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, reforçando a necessidade de dar ciência às partes sobre a gravidade do momento.

Entidades defendem aporte imediato

Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas entidades, Fernanda Lopes, reiterou que há consenso entre as representações dos funcionários quanto à necessidade de um aporte imediato de R$ 580 milhões por parte do Banco do Brasil, além da postergação da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para 2027.

De acordo com Fernanda, essas medidas permitiriam que associados, banco e Cassi construíssem, ao longo dos próximos meses, os termos da consulta ao corpo social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência.

A dirigente também defendeu que a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente.

Outro ponto apresentado foi a possibilidade de elaboração de um memorando de entendimento, ou documento equivalente, a ser firmado entre as entidades e o banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar tanto a realização dos aportes quanto a consulta aos associados, sempre observando o princípio da boa-fé negocial.

Banco dará resposta em breve

Ao final da reunião, o negociador do Banco do Brasil informou que a instituição acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos.

Ele ressaltou que, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar representa um desafio para a empresa neste momento.

Por fim, o representante do banco comprometeu-se a apresentar um retorno em curto prazo, diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, e informou que uma nova data será marcada para a apresentação de uma resposta definitiva às reivindicações das entidades.

(Com informações Contraf-CUT)

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