
O presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, a vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima, e a diretora Maria Aparecida da Silva (do BB) acompanharam, na manhã desta quarta-feira (24), a entrega da minuta de reivindicações da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo.
O ato marca oficialmente o início da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e dá início ao processo de negociação para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com vigência até 2028.
A primeira rodada de negociações foi agendada para o dia 2 de julho. “A renovação da Convenção Coletiva de Trabalho é uma prioridade de toda a categoria bancária em âmbito nacional. A pauta foi construída de forma democrática, a partir dos debates realizados na Conferência Nacional dos Bancários e dos resultados da Consulta Nacional da categoria. Ela reflete fielmente os desafios, as dificuldades e as demandas vivenciadas diariamente nas agências e departamentos bancários de todo o país”, destacou o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.
A minuta aprovada pela categoria tem entre os principais eixos:
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5% de aumento real nos salários e nas demais verbas, como PLR, VA e VR;
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Combate das metas abusivas;
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Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário, parcela fixa e adicional);
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Manutenção dos direitos conquistados;
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Manutenção da mesa única de negociação, da CCT nacional para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
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Defesa do emprego bancário;
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Defesa dos bancos públicos;
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Distribuição mais justa dos ganhos proporcionados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e a preservação da privacidade dos bancários.

Saúde mental e emprego entre as prioridades
Os resultados da Consulta Nacional dos Bancários mostram que as principais preocupações da categoria vão além das questões econômicas. A manutenção dos direitos foi apontada por 65% dos participantes como prioridade nas cláusulas sociais, seguida pela defesa do emprego (45%), do plano de saúde (39%) e do combate ao assédio moral (35%).
A pesquisa também revelou dados preocupantes sobre a saúde mental da categoria: 40% dos bancários afirmaram ter utilizado medicamentos controlados nos últimos 12 meses, enquanto 72,6% disseram que o ambiente de trabalho impacta negativamente sua saúde mental.
“Os números mostram que a categoria está adoecendo. Precisamos garantir na CCT mecanismos mais efetivos de combate ao assédio, melhorar as condições de trabalho e assegurar que a tecnologia seja utilizada para beneficiar os trabalhadores, e não para ampliar a pressão, o controle e a cobrança por resultados cada vez mais difíceis de alcançar”, afirmou Lourival Rodrigues.
Também nesta quarta-feira foram entregues as minutas dos acordos coletivos específicos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com negociações também dentro da Campanha Nacional.
Aprovação na base
Após a 28ª Conferência Nacional dos Bancários, a minuta de reivindicações foi aprovada também em assembleia pelos bancários da base do Sindicato, realizada nesta terça, dia 23, com 95,19% dos votos favoráveis.