
O encontro contou com a participação do diretor do Sindicato, Alex Viana.
“O evento reforça a importância de manter a categoria atenta às transformações tecnológicas, ao crescimento dos golpes virtuais e à necessidade de ampliar medidas de proteção dentro e fora das agências”, avalia o dirigente.
O movimento sindical debate formas de cobrar ações dos bancos, das autoridades e da legislação para ampliar a segurança e combater as fraudes. Levantamento apresentado pelo Dieese apontou números preocupantes em 2025:
- 56 milhões de fraudes cibernéticas registradas;
- Média de 40 mil ocorrências diárias;
- Santa Catarina é o estado com maior índice de fraudes;
- As mulheres são as principais vítimas dos golpes;
- O WhatsApp é a ferramenta mais utilizada pelos criminosos;
- Pessoas das classes A e B e com maior escolaridade estão entre os principais alvos de golpes bancários na internet.
Durante a reunião, também foram debatidos os problemas enfrentados nas agências após a retirada dos seguranças bancários. “Foram relatados casos de roubos e furtos de notebooks de funcionários, celulares e pertences de clientes dentro das unidades, muitas vezes sem sequer haver registro policial”, recorda Alex.

Outro ponto de preocupação é o aumento de golpes praticados por criminosos que entram em contato com o cliente se passando por gerentes de relacionamento dos bancos. “Esse cenário se torna ainda mais preocupante diante do fechamento de agências em massa em todo o Brasil, o que reduz o atendimento presencial e amplia a exposição dos clientes aos canais digitais”, destaca o diretor.
Entre as propostas debatidas, ganhou destaque a defesa da volta dos seguranças nas agências, especialmente pela permanência de caixas eletrônicos no mesmo ambiente. Também foi discutida a ampliação da instalação de câmeras e de sistemas de monitoramento mais precisos nas entradas das unidades bancárias.

