
O Sindicato acompanha com preocupação o processo de migração de clientes do segmento Classic do Bradesco para o atendimento exclusivo no digital, que é parte da reestruturação em curso do banco nos últimos meses.
A principal crítica é sobre impactos da mudança, tanto para os bancários, especialmente com relação à manutenção dos empregos, quanto para clientes que dependem do atendimento presencial, como idosos, pensionistas e pessoas sem acesso ao digital.
“Nossa preocupação é saber exatamente como fica a situação dos bancários, também dos segmentos Exclusive e Prime Franquia, já que todos serão incorporados ao segmento Prime. Precisamos que o Bradesco nos esclareça sobre os impactos deste processo”, avalia o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, integrante da COE Bradesco.
Segundo informações apuradas pelos dirigentes sindicais, o Bradesco vem acelerando o fechamento gradual do segmento Classic nas agências físicas, com expectativa de concluir o processo ainda neste primeiro semestre de 2026.
Com isso, as agências serão transformadas em Espaços Prime. “Esse processo gera insegurança entre os próprios bancários, que seguem sem respostas claras sobre o funcionamento da nova estrutura de atendimento nas unidades”, avalia o diretor Daniel de Abreu. “Segundo o Bradesco, a diferença salarial entre os cargos é pequena e será paga como equiparação, mas o Sindicato defende transparência durante toda a reestruturação.”
Clientes também preocupam
É preciso também que o Bradesco esclareça como ficará o atendimento dos clientes que possuem dificuldades de acesso aos canais digitais, especialmente aposentados e pensionistas. “Embora o banco afirme que haverá espaços específicos para atender esse público, ainda existem dúvidas sobre como esse atendimento ocorrerá na prática.”
Relatos recebidos pelo Sindicato apontam que bancários estão sendo orientados a instalar o aplicativo do banco nos celulares dos próprios clientes, como forma de estimular a migração para o atendimento digital. Para a entidade, a situação gera preocupação tanto do ponto de vista do atendimento quanto da segurança.
“Muitos clientes continuam procurando as agências físicas porque não conseguem utilizar plenamente os meios digitais. A preocupação é como esse público será acolhido nesse novo modelo e até que ponto os bancários estarão expostos nesse processo”, destaca Daniel.

