
Iniciado na quarta-feira (22), o evento reúne dirigentes sindicais bancários de todo o país e especialistas da área, tendo como eixo central a campanha Abril Verde, com destaque para os impactos do trabalho na saúde mental da categoria.

“Os números apresentados durante o encontro mostram a gravidade da situação: entre 2009 e 2017, os afastamentos por transtornos mentais cresceram 61,5% no Brasil. De 2020 a 2025, esse aumento chega a 500%, com 546 mil afastamentos registrados só em 2025, sendo 75% entre mulheres. No setor bancário, marcado por metas abusivas e assédio moral, esse cenário se agrava ainda mais”, afirma o diretor de Saúde do Sindicato, Gustavo Frias.
Ele destaca a relevância do evento, que reforça a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores, e auxilia a categoria com subsídios para a negociação do próximo dia 15/05.
Entre dos destaques da programação foi a mesa “Problematização do contexto da luta pela saúde dos trabalhadores”, com participação de André Guerra, doutor em Psicologia Social. Também foi realizada uma contextualização e um balanço da situação atual da categoria bancária, além dos processos de enfrentamento, com participação da médica e pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno.

Epidemia silenciosa
Neste segundo dia, a programação abordou o burnout, tratado como uma “epidemia silenciosa” que afeta os bancários. O debate incluiu o lançamento do livro “Burnout, conflitos de valores éticos e alterações de identidade”, com a presença do autor Rui Stokinger, além da apresentação da cartilha “Riscos psicossociais relacionados ao trabalho no sistema financeiro”, de Cristiane Queiroz, mestre em Engenharia e especialista em ergonomia do sistema de produção.
Campanha Nacional 2026
O encontro também se dedicou à construção de estratégias para a Campanha Nacional dos Bancários, com definição de reivindicações prioritárias e plano de lutas, com participação da presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

