
O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde dos empregados do Itaú cobrou, em reunião realizada na quarta-feira (8), em São Paulo, respostas do banco sobre práticas que vêm prejudicando trabalhadores afastados por motivos de saúde.
Entre os principais pontos, o movimento sindical denunciou a continuidade de convocações para exames médicos, como ASO e ACL, mesmo em casos de afastamento pelo INSS ou aguardo de perícia. Segundo relatos, as convocações não são canceladas, podendo gerar advertências automáticas aos empregados que não comparecem.
O GT também apontou falhas no processo, como chamadas para novos exames sem necessidade e desrespeito às condições de saúde dos trabalhadores. Para a coordenadora do GT de Saúde, Rosângela Lorenzetti, o Itapu deve apresentar mudanças efetivas.
“Não é aceitável que o Itaú continue descumprindo compromissos assumidos e expondo trabalhadores adoecidos a esse tipo de pressão. Estamos falando de pessoas em tratamento, que precisam de acolhimento e respeito, não de ameaças ou práticas automatizadas que agravam ainda mais o seu estado de saúde”, afirmou.
Outras pautas
Outro tema foi o canal de denúncias do banco (Ombudsman), alvo de críticas quanto à falta de sigilo, proteção ao denunciante e agilidade nas apurações, especialmente em casos de assédio. O banco apresentou dados do programa interno de apoio a mulheres, com 724 atendimentos em 2025 e 166 no primeiro trimestre de 2026.
A reunião ainda tratou de problemas em descontos salariais durante afastamentos e inconsistências na comunicação com empregados.
O movimento sindical cobra soluções concretas e mudança de postura do banco, enquanto as negociações devem continuar. O Itaú informou ainda que a campanha de vacinação contra a gripe está prevista para começar em 27 de abril.

