O protesto, realizado até as 11h em cinco unidades, integrou o Dia Nacional de Luta da categoria, que denuncia o enxugamento das estruturas bancárias mesmo diante dos lucros bilionários das instituições e do aumento no número de clientes.
A mobilização relaciona o atual cenário não apenas à sobrecarga de trabalho dos bancários, mas também à precarização do atendimento à população em todo o país.

“Demissões e fechamento de agências não podem continuar dessa forma. O papel social dos bancos vai muito além da rentabilidade. Estamos aqui lutando pelo emprego e pela qualidade do atendimento à população”, afirma o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.
Dados do setor reforçam a crítica do movimento sindical. Em 2025, o Itaú fechou 319 agências e eliminou 3.535 postos de trabalho, enquanto sua base de clientes cresceu em 1,8 milhão, ultrapassando a marca de 100 milhões.
Já o Bradesco registrou, em 2025, lucro líquido de R$ 24,7 bilhões, crescimento de 26%, além de aumento de 8,9% nas tarifas. Apesar disso, o banco vem promovendo uma forte redução em sua estrutura, com o fechamento de 7,5 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos.
“O movimento sindical está atento à superlotação das agências, à sobrecarga de trabalho e ao adoecimento da categoria. Estamos aqui para apoiar os trabalhadores neste momento”, destaca a diretora do Sindicato e integrante da COE, Daniele Miyachiro.
Embora o atendimento digital seja uma realidade e a tecnologia faça parte da rotina bancária, o ato destaca que nada substitui o conhecimento dos trabalhadores nem o diálogo direto com os clientes. “Os bancos precisam cumprir seu papel social, que está acima da lógica exclusiva do lucro”, diz Lourival.







