
O encontro deu continuidade à mesa permanente de negociações “Igualdade da Mulher Bancária e Igualdade de Oportunidades” e teve como destaque a apresentação dos resultados do 4º Censo da Diversidade.
Conquista da última campanha nacional, o levantamento foi apresentado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e contou com a participação de mais de 93 mil bancários e bancárias, de 35 bancos.
A vice-presidente do Sindicato, Ana Stela Alves de Lima, ressaltou a importância da iniciativa. “O censo é uma cláusula da convenção coletiva dos bancários, que busca entender para ampliar a igualdade de oportunidades entre os bancários e bancárias e permitir a inclusão de toda a sociedade no emprego bancário”, afirmou.
Durante a reunião, também foram destacadas conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), especialmente as relacionadas ao enfrentamento da violência de gênero e à promoção da igualdade no acesso, permanência e ascensão profissional no setor.
Mais Mulheres na TI
O programa “Mais Mulheres na TI” também esteve na pauta. Representantes das escolas contratadas para executar a iniciativa apresentaram os resultados parciais.
Pela Programaria:
- 20 mil mulheres inscritas para concorrer às bolsas;
- 2.500 bolsas concedidas;
- 500 bolsas abertas neste mês de março.
Pela Laboratória:
- 101 mulheres contempladas;
- 30% de empregabilidade após o programa;
- 40% das contratadas atuando nos setores bancário e financeiro.
Ana Stela destacou os resultados e reforçou a importância da atuação sindical na promoção da inclusão. “Outra cláusula importante é sobre a formação de mulheres nas áreas de tecnologia, tanto nos bancos como em outros setores da sociedade. A cláusula prevê bolsas de estudo e a contratação de empresas especializadas na formação de mulheres”, disse.
Também foram lembradas medidas pioneiras da categoria, asseguradas em cláusulas da CCT, que combatem a violência contra a mulher no ambiente de trabalho e na sociedade. Entre elas, a que responsabiliza os bancos pela criação de canais de acolhimento às funcionárias vítimas de violência doméstica, com oferta de apoio e medidas de proteção.
Segundo a Fenaban, até o final de 2025 todos os bancos já haviam implementado seus canais de atendimento. As bancárias reforçaram, durante o encontro, a necessidade de um pacto efetivo de combate à violência contra a mulher.
O movimento sindical apresentou ainda o relatório mais recente do programa de assessoria jurídica e humanizada às mulheres vítimas de violência doméstica “Basta! Não irão nos calar!”. O Sindicato integra um dos 14 canais de atendimento distribuídos em todas as regiões do país. (clique aqui)
Por fim, o Comando Nacional cobrou da Fenaban que os bancos garantam profissionais qualificados para atender mulheres em situação de risco doméstico, especialmente diante do aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Segundo os dirigentes, a violência impacta diretamente o trabalho, a produtividade e a permanência dessas mulheres no emprego.
(Com informações Contraf-CUT)

