
A reunião da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) com a Caixa, realizada no dia 02/02, abriu o ano com uma pauta extensa, que antecipa os principais desafios de 2026.
Entre os pontos centrais, segue a cobrança do movimento sindical pelo pagamento dos deltas da promoção por mérito e da premiação do Super Caixa.
O banco disse que condiciona o crédito à conclusão da apuração do Resultado.Caixa, prevista apenas para o final de março. A CEE mantém a defesa de que os valores sejam pagos como complementação salarial referente a janeiro, evitando prejuízos aos empregados.
A reunião também abordou os impactos de mudanças implementadas sem negociação prévia, como as alterações na Plataforma PJ — que estabelece a migração de clientes PJ de alto faturamento para as PAPJ; e a da criação de novas estruturas de atendimento e reflexos no Plano de Funções Gratificadas (PFG),
Outro ponto de questionamento foi sobre as implantações das PAGOV, voltadas ao atendimento do Poder Público, e das PA Singular, para clientes PF de alta renda e investimentos. A avaliação da representação dos trabalhadores é que, nesse modelo, os gerentes de varejo passarão a assumir um “carteirão” misto, reunindo clientes PF e PJ não enquadrados nos critérios de migração para PA PJ e PA Singular.
O representante da Federação dos Empregados de Estabelecimentos Bancários (Feeb) de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Tesifon Quevedo Neto, questiona a mudança. “Quem desenhou essa mudança não previu a sobrecarga dos Gerentes de Varejo, bem como a injustiça ao não se pagar a esses profissionais o porte?”, diz, ao acrescentar que é preciso debater o Plano de Funções Gratificadas (PFG), uma vez que algumas pessoas estão realizando algumas tarefas para as quais elas não estão sendo remuneradas.
Negociação permanente
A CEE solicitou que seja realizada uma reunião de negociação presencial sobre o Saúde Caixa e que as reuniões para negociação permanente sejam realizadas com maior frequência, para que possam ser debatidos menos temas com mais tempo de discussão sobre cada um e as soluções possam ser encontradas na própria reunião.
Na reunião desta segunda-feira, três temas (consignado, superendividamento e terceirizados) deixaram de ser debatidos devido à falta de tempo, uma vez que os negociadores da Caixa teriam outra reunião na sequencia.
O banco se comprometeu a realizar uma nova reunião ainda em fevereiro e que o Saúde Caixa será tratado em reuniões simultâneas aos outros temas, uma vez que o ACT específico também fará parte da mesa de negociações neste ano.
(Com informações Contraf-CUT).
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