Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

O aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, o Saúde Caixa, foi oficialmente assinado na última quarta-feira (31).

O novo acordo garante reajuste zero nas mensalidades a partir de 1º de janeiro e é valido até 31 de agosto.

A manutenção dos valores foi resultado da mobilização e da pressão da categoria durante o processo de negociação que durou meses. Com isso, permanecem os percentuais atualmente pagos pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus dependentes: 3,5% sobre o salário do titular e até R$ 480,00 por dependente.

A medida evita que os elevados custos médicos e assistenciais sejam repassados aos usuários em um cenário de forte inflação médica no país. Projeção apresentada pela própria Caixa indica déficit acumulado superior a R$ 560 milhões em 2025, com crescimento significativo das despesas assistenciais. Sem o novo ACT, esses custos tenderiam a ser transferidos aos usuários.

O acordo também preserva o modelo de custeio do plano. Foram mantidas as regras de coparticipação, os limites máximos e os pilares do pacto intergeracional e do mutualismo, considerados fundamentais para a sustentabilidade solidária do Saúde Caixa. Entre os pontos assegurados está o teto anual de R$ 3.600,00 por grupo familiar.

Outro avanço foi a ampliação da abrangência do plano, com a aprovação da inclusão de filhos até 27 anos como dependentes, o que amplia a proteção às famílias dos empregados e empregadas da Caixa.

2026

Para 2026, o acordo estabelece compromissos relacionados a medidas estruturantes. Banco e representação dos trabalhadores definiram a realização de debates para tratar da sustentabilidade e da qualificação do plano, incluindo a criação de uma mesa permanente de negociação, com retomada prevista para fevereiro.

Entre os desafios está o fim do teto de gastos da Caixa com saúde, atualmente limitado a 6,5% da folha de pagamento. Embora o custeio na proporção 70/30 esteja mantido, sua aplicação plena depende da retirada desse limite previsto no Estatuto Social do banco.

Outro ponto em pauta é a igualdade de direitos no pós-aposentadoria para empregados admitidos após setembro de 2018. A categoria reivindica que esses trabalhadores tenham as mesmas garantias de manutenção do Saúde Caixa que os colegas com mais tempo de banco.

(Com informações Contraf-CUT)

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