
A medida, apresentada como extra-pauta, avançou por votação simbólica e segue agora para o plenário da Casa. Amplamente defendida pelo movimento sindical, a mudança deverá beneficiar milhões de trabalhadores e famílias, além de estimular a economia.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e relatada por Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta prevê que a jornada máxima caia inicialmente de 44 para 40 horas no primeiro ano após a aprovação, com redução de uma hora por ano até alcançar as 36 horas.
O parecer da CCJ reforça os impactos físicos e mentais impostos pela escala 6×1, marcada por cansaço excessivo, aumento do risco de acidentes e prejuízos ao bem-estar. O debate ganhou força nos últimos meses, impulsionado por mobilizações nas redes sociais e pelo Movimento Vida Além do Trabalho, que defende mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
pesar de críticas da oposição sobre a inclusão da matéria como extra-pauta, a presidência da Comissão lembrou que o tema foi debatido em audiências públicas ao longo do ano. Na Câmara, a discussão também avança, com propostas alternativas que mantêm a escala 6×1, mas reduzem a jornada para 40 horas semanais.

