
O Sindicato participou da mesa, representado pelo presidente Lourival Rodrigues e pela vice-presidente Ana Stela Alves de Lima. “O assédio, em todas as suas formas, está diretamente ligado ao adoecimento dos bancários. Por isso, é fundamental que haja transparência e respostas rápidas dos bancos”, avalia Lourival.
A rodada teve como foco a apresentação das novas devolutivas da Fenaban. Segundo a entidade, houve crescimento na produção de materiais de orientação e nas declarações de repúdio às práticas de assédio.
Em relação ao funcionamento dos canais internos, os bancos informaram que ampliaram o percentual de casos solucionados dentro de 45 dias — de 68,9% em 2024 para 78,3% no primeiro semestre deste ano.
O Comando cobrou novamente a redução do prazo de conclusão das apurações, hoje prorrogáveis até 90 dias, o que prolonga o sofrimento das vítimas. Outra reivindicação foi a participação do movimento sindical na SIPAT, ponto que será avaliado pela Fenaban.

Assédio por algoritmos entra na pauta
A mesa reforçou ainda a necessidade de tratar o “assédio por algoritmos”, prática de pressão por metas e monitoramento digital que tem ampliado o adoecimento no setor. Para aprofundar o tema, foi marcada para 1º de dezembro uma nova reunião sobre “Gestão ética da tecnologia”, que também discutirá limites para o uso de IA e a substituição do papel térmico com bisfenol.
A coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que conhecer detalhadamente a natureza das violências e a forma de atuação dos bancos é essencial para garantir um ambiente seguro e saudável.


