
O acordo inclui até 10 salários adicionais, valor fixo de R$ 9 mil, 13ª cesta-alimentação e manutenção das condições diferenciadas de financiamento imobiliário. O banco também se comprometeu a não encerrar o modelo de teletrabalho.
Para a diretora do Sindicato, Daniele Miyachiro, integrante da COE, a proposta representa uma vitória importante dos bancários e é resultado da atuação firme dos sindicatos no último mês.
“A representação sindical se debruçou incansavelmente na busca por algo que minimizasse os impactos das demissões, especialmente pela forma arbitrária como ocorreram. Essa conquista também impactará a maneira como o banco deverá agir daqui para frente”, afirmou.
O Itaú ainda se comprometeu a rever casos de gestantes e, no caso de bancários adoecidos, a analisar individualmente as demissões. A proposta será avaliada em assembleia híbrida na quinta-feira (9), das 16h às 21h, com reunião presencial no Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Monitoramento digital
Mais de mil empregados foram demitidos pelo Itaú no início de setembro, em uma ação que gerou ampla repercussão nacional pela postura arbitrária e sem diálogo do banco. O movimento sindical bancário realizou protestos em todo o País, contestando a justificativa de “baixa produtividade”, já que muitos dos demitidos apresentavam bom desempenho e haviam recebido promoções recentemente.
Também foi criticada a falta de comunicação prévia e a ausência de transparência no monitoramento digital, o que levanta preocupações quanto à garantia de privacidade.
A COE Itaú atuou em várias frentes: manteve reuniões diretas com o banco, contou com a intermediação da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e, diante da resistência do Itaú, recorreu ao TRT-2 solicitando mediação, que resultou em diversas audiências até a proposta final.
(Com informações Contraf-cUT)
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