
O evento reuniu dirigentes sindicais, parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil para debater temas ligados à saúde, educação, esporte, representatividade, direitos e combate à desinformação.
“Uma coisa que me chamou a atenção, e que foi muito falada, é sobre o termo correto: pessoa com deficiência. Ou seja, até na nomenclatura é preciso corrigir erros, pois as palavras também refletem preconceito e exclusão”, destacou Gustavo.
Segundo ele, um dos pontos altos do seminário foi a palestra “Direitos da Pessoa Autista”, ministrada por Larissa Argenta, advogada, especialista no tema e bancária da Caixa Econômica Federal.
A palestrante apresentou dados preocupantes: 85% das pessoas autistas estão fora do mercado de trabalho, apesar de apresentarem habilidades específicas como o hiperfoco.
Também ressaltou a falta de efetividade das leis, o difícil acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), a prevalência da medicalização em substituição a terapias adequadas e o estigma social que acompanha os autistas, muitas vezes rotulados como “esquisitos” ou “encrenqueiros”.
“O desafio imediato é garantir efetividade à legislação já existente e construir acessibilidade real, com espaços inclusivos. Esse é o papel do movimento sindical”, resumiu o diretor.

Painéis de debate
Saúde, Esporte e Representatividade: painéis discutiram os desafios de mulheres com deficiência no acesso à saúde, o papel do esporte na autoestima e a importância da representatividade em espaços de decisão.
Educação, Direitos e Combate à Desinformação: evento abordou a terminologia adequada, a defesa da educação inclusiva, os direitos das pessoas autistas e o impacto das fake news e do pânico moral propagado contra a deficiência.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, destacou que o seminário é uma conquista coletiva: “Inclusão não é caridade, é direito. O movimento sindical tem compromisso de ser protagonista nesse processo.”
(Com informações Contraf_CUT)

