
O Sindicato participa ativamente com diretores e funcionários. “A Conferência é o espaço de debate da categoria, onde são definidas as estratégias de mobilização e negociação para os próximos meses. É um momento de união e fortalecimento para seguirmos em defesa dos direitos dos bancários”, destaca o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.
Em sua fala, a vice-presidente do Sindicato e da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Ana Stela Alves de Lima, citou o documentário preparado em Campinas sobre os 40 anos da greve de 1985, deliberada em assembleia em Campinas. O evento também é lembrado na Conferência.
“Ali estava o início de uma grande unidade em torno de uma causa comum. Às vezes, a gente se perde em questões menores, quando o que importa é nossa unidade. Precisamos nos pautar pelo que nos une, que é a defesa dos trabalhadores”, reforçou Ana Stela.
A dirigente sindical frisou a importância de a categoria não se restringir apenas ao debate dos problemas do dia a dia. “É preciso evitar o avanço da pejotização e garantir a sobrevivência do trabalho. Precisamos nos apropriar, por exemplo, dos ganhos de produtividade que a tecnologia nos trouxe. Também é necessário eleger um congresso decente. Como dizia o poeta, vamos precisar de todo mundo”, finalizou.
Já a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou o papel histórico dos bancários nas lutas sociais, a necessidade de defender direitos, regulamentar o sistema financeiro e enfrentar riscos à soberania. “Nós ajudamos a criar centrais sindicais, sempre pensamos no futuro que a gente queria. Agora, é urgente que lutemos para preservar e garantir os direitos da classe trabalhadora, por um sistema fiscal justo e social e contra o fascismo, que corrói as instituições e espalha ódio e mentiras por todo o país”, afirmou.
Ministro do Trabalho
A abertura contou com a presença de Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, que abordou os impactos do tarifaço imposto por Trump na economia brasileira e a atuação do Governo Lula para solucionar os problemas da produção nacional e colocar crédito à disposição das empresas, de modo a garantir empregos e abrir novos mercados. “O Brasil já foi 25% dependente do mercado norte-americano. Hoje, a dependência é de 12%. O que aconteceu é que nós abrimos muitos outros mercados. Nesses dois anos e sete meses de governo, abrimos 400 novos mercados”, informou.
Marinho falou ainda sobre o mercado de trabalho brasileiro, sublinhando a necessidade de o movimento sindical estar preparado para debater os impactos da pejotização. “A pejotização é mais grave que a terceirização, porque ela pode destruir a Previdência Social e o Fundo de Garantia (FGTS). E o FGTS é o responsável por financiar políticas públicas importantes, como o Minha Casa, Minha Vida, e também investimentos em projetos de desenvolvimento do país. Com a pejotização, não haverá recursos para o BNDES trabalhar, da mesma forma que para o Sistema S”, alertou.
A 27ª Conferência segue neste sábado com painéis sobre Brasil Soberano e Democrático, Inteligência Artificial, Impacto e Regulação e desafios do ramo financeiro.