
O levantamento mostrou que 67,3% dos bancários que participaram preferem “ter um emprego com carteira assinada em um banco privado” ou “ter carteira assinada em um banco público”. Outros 21% escolheram a opção “aprovação em concurso público em outro setor”, enquanto apenas 9,2% manifestaram interesse em atuar como pessoa jurídica (PJ) no setor financeiro.
O estudo também revelou que 85% acreditam que o ambiente de trabalho nos bancos prejudica a saúde mental, e 79% apontaram o aumento da remuneração fixa como a principal forma de repartir os ganhos das inovações tecnológicas.
Entre os principais itens que mais pesam no orçamento familiar, os bancários destacaram alimentos (75%), custos com saúde (40%) e moradia (34%). Em relação à política tributária, 67% consideram muito importante (enquanto 23% consideram importante) o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e 81% apoiam elevar a faixa de isenção do IR na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A pesquisa também abordou a desigualdade salarial de gênero: 35% disseram que os bancos reconhecem o problema e têm buscado medidas para corrigi-lo, enquanto 17% afirmaram que não há nenhuma ação nesse sentido.
“A Consulta Nacional é fundamental porque traduz as prioridades da categoria e orienta a atuação dos sindicatos, ajudando a construir pautas mais fortes e a nortear as negociações coletivas”, avalia o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.

