
O relatório, exibido na última quinta-feira, alerta que projeção pode chegar entre R$ 500 milhões a R$ 700 milhões até o fim do ano.
Para 2026, as projeções também sugerem desequilíbrio financeiro (com os gastos maiores do que a receita). Se mantidas as condições atuais, a estimativa para o ano que vem é de novo déficit entre R$ 700 milhões e R$ 900 milhões, de acordo com o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.
“Por este motivo, todo o debate sobre a sustentabilidade do plano e sobre soluções para manter sua viabilidade é tão importante”, destaca o diretor do Sindicato, Carlos Augusto Silva (o Pipoca), que participa do GT.
A representação avalia que os dados do banco validam a reinvindicação do movimento sindical para que seja ampliada a participação financeira da Caixa, com a retirada do teto de contribuição, o que é previsto no Estatuto.
O movimento sindical defende ainda que, se esses valores de déficit forem repassados integralmente aos usuários, as mensalidades deverão dobrar de valores, inviabilizando a permanência de grande parte deles no plano e comprometendo o plano de saúde.
“Se hoje os empregados já estão sufocados com os custos, um reajuste deste nível inviabilizaria a permanência da maioria dos usuários no plano. Por isso, não há outra solução para manter o plano financeiramente viável para nós, empregados, que não passe pelo aumento das contribuições da Caixa no custeio”, explica o coordenador do GT Saúde Caixa e diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros.
Durante a reunião, a representação também rejeitou a proposta de cobrança por faixa etária, considerada prejudicial à solidariedade e ao direito de permanência no plano na aposentadoria. Segundo estudos da CEE, neste cenário, alguns reajustes chegariam a até 300%.
Reunião técnica
A consultoria atuarial contrata pela representação dos empregados já havia solicitado informações adicionais para ampliar a análise e realizar projeções mais assertivas. Foi agendada uma reunião para terça-feira (12) entre as equipes técnicas da Caixa e dos empregados para tratar do assunto. (com informações Contraf-CUT)