
O Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira (30) proposta para permitir a migração de trabalhadores dos bancos incorporados — Nossa Caixa, Besc e BEP — aos planos da Previ (previdência) e da Cassi (saúde).
A medida atende a compromisso assumido em fevereiro com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) e representa avanço em uma reivindicação histórica do movimento sindical.
No caso da Previ, a proposta prevê a migração dos planos atuais (Previ BEP, Economus e Fusesc), com a possibilidade de adesão ao Previ Futuro pelos ativos. Uma das reivindicações centrais do movimento sindical era a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na parcela 2B da tabela PIP.
Porém até o momento, a única alternativa prevista é que aqueles que migrarem para o Previ Futuro possam pontuar na nova tabela, tornando-se aptos a contribuir para a 2B — a parcela em que o banco contribui na mesma proporção do participante.
De qualquer maneira, a efetivação das mudanças ainda depende de ajustes técnicos e atuariais.
Cassi
Já em relação à Cassi, o banco permitirá a adesão dos incorporados que estão na ativa, mas manteve a exclusão do direito ao plano de saúde após a aposentadoria — o chamado pós-laboral — com participação do banco no custeio.
O estatuto vigente estabelece que os novos participantes do plano de associados só poderão permanecer na Cassi após a aposentadoria como autopatrocinados, ou seja, sem a contribuição do banco.
Porém, para a diretora do Sindicato, Maria Aparecida da Silva (Cida), que participou da reunião representando também a Feeb-SP/MS, o direito ao pós-laboral para todos é uma demanda legítima. “É essencial que o Banco do Brasil trate de forma equitativa todos os seus funcionários, sem discriminação”, afirmou.
A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, também se posicionou. “Uma proposta que exclui o direito ao pós-laboral não resolve o problema — ao contrário, perpetua a desigualdade e o sentimento de injustiça entre trabalhadores que ajudaram e ajudam diariamente na construção do banco.”
Para garantir transparência, a reunião definiu a instalação de uma mesa mensal de acompanhamento com a participação da Previ e da Cassi. A CEBB e os sindicatos reforçam a mobilização em defesa da isonomia plena entre os trabalhadores do BB.
(Com informações Contraf-CUT)

