
O encontro, organizado pela Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS), reuniu quase 200 dirigentes de 22 sindicatos filiados, entre eles a delegação do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, uma das maiores do evento, com 28 diretores e funcionários.
Durante os dois dias, os debates abordaram a conjuntura política e econômica, os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial no setor, a regulamentação do sistema financeiro, as novas formas de trabalho e a proposta de redução da jornada sem redução de salário, entre outros temas.
Também entraram na pauta reflexões sobre a formação política e sindical, ferramentas de comunicação popular na era digital e estratégias de mobilização da categoria — evidenciando a sintonia do movimento sindical com os desafios atuais enfrentados pelos bancários.
“Foram dois dias de intensos debates sobre temas essencialmente importantes para os bancários e que irão nos ajudar na construção da pauta de reivindicações que a Feeb levará à Conferência Nacional. Essa discussão, somada às respostas da Consulta Nacional, nos aproxima das demandas da categoria e das decisões de luta”, avalia o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.
Realidade da categoria
A programação incluiu também os encontros específicos dos bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil) e privados (Bradesco, Itaú, Santander e Mercantil), com expressiva atuação da delegação de Campinas nas discussões sobre reestruturações, demissões em massa, fechamento de agências físicas, terceirização, pejotização, adoecimento da categoria e formas de enfrentamento.
“Precisamos debater cada vez mais sobre a pobreza que é a pejotização, que é sedutora, mas não benéfica. Muitos bancários que saíram do banco já entenderam que isso é ruim. Encontros como este reafirmam o desafio dos sindicatos de materializar essa discussão”, completa a vice-presidente do Sindicato e vice-presidente da Feeb-SP/MS, Ana Stela Alves de Lima.
Saúde em foco
A regulação das operadoras de saúde no Brasil — com foco nos custos e na contratualização dos planos privados e suplementares, muitos deles ligados ao sistema financeiro — foi tema abordado pela especialista da Sharp Class, Luciana Moreira, durante o curso de formação ANS: da Regulação aos Custos e à Contratualização na Saúde Suplementar, realizado durante a Conferência.
O evento, ao final, reforça o papel do movimento sindical bancário na defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e da organização sindical diante dos novos cenários sociais, políticos e tecnológicos.













