
Durante a reunião, o movimento sindical reforçou a cobrança para que os bancos assumam o compromisso com a saúde mental dos trabalhadores. “Os números não mentem e revelam que o modelo baseado em metas abusivas, assédio e sobrecarga está na raiz do problema”, afirmou o presidente Lourival Rodrigues, que participou da mesa de negociação.
De acordo com levantamento do Dieese, com base em dados da plataforma Smartlab e registros do INSS, as doenças mentais e comportamentais foram responsáveis por 55,9% dos afastamentos acidentários e 51,8% dos afastamentos previdenciários de bancárias e bancários em 2024.
A Fenaban, por sua vez, atribuiu os problemas de saúde mental a fatores “multifatoriais”, chegando a relacionar o aumento do vício em jogos de azar (bets) ao crescimento dos afastamentos na categoria — o que foi rebatido pelos representantes sindicais como uma tentativa de desviar o foco da verdadeira causa: a organização do trabalho nos bancos.
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O movimento sindical também entregou uma cartilha com orientações para bancários que precisem se afastar por motivo de saúde, abordando doenças comuns na categoria, responsabilidades das empresas e os procedimentos para buscar ajuda.
O material foi combinado em reunião anterior, quando a Fenaban se comprometeu a produzir um conteúdo sobre assédio organizacional — ainda não entregue e prometido para próxima reunião, ainda sem data agendada.
Por fim, os sindicatos cobraram participação efetiva dos trabalhadores na implementação da nova NR-1, cujo prazo final é maio de 2026. O movimento defende que a implementação deve ter participação sindical, corresponsabilidade entre gestão e trabalhadores, foco nas causas do adoecimento, uso de ferramentas confiáveis nas avaliações e proteção aos trabalhadores adoecidos, sem prejuízos salariais ou de carreira.

(Com informações Contraf-CUT)

