Sindicato dos Bancários de Campinas e Região
(Foto: Contraf-CUT)

“A reunião foi iniciada com a apresentação do projeto de Equidade e Diversidade, além do anúncio de que o Bradesco divulgará, em breve, uma carta aberta contra o assédio”, conta o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, representante da Feeb-SP/MS na COE.

O programa de Diversidade, Equidade e Inclusão, segundo o banco, baseia-se em dois eixos: princípios e pilares. Os princípios são equidade de oportunidade, educação para inclusão e engajamento. Já os pilares contemplam as frentes de gênero, étnico racial, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQI+ e, mais recentemente, longevidade.

Também a reestruturação e o fechamento de agências, com consequentes demissões, foram debatidos no encontro desta terça. Os representantes sindicais cobram explicações sobre o impacto das mudanças no emprego.

O banco respondeu que está realocando trabalhadores e afirmou que, mesmo assim,  contratou cerca de 9 mil funcionários em 2024 e quase 3 mil neste ano. Informou ainda que apenas 2% das transações ocorrem nas agências físicas, justificando a mudança no modelo de atendimento e a criação de 3.200 vagas em unidades chamadas “Agência Principal”. “O Bradesco afirmou que está focado em desempenho e certificações, e que não pretende reduzir sua força de vendas, mas seguiremos em alerta e em defesa dos bancários”.

Outros temas

Outro ponto abordado foi o novo modelo de empréstimo consignado com garantia do FGTS. O banco afirmou que as taxas ainda estão em formação. A COE também manifestou posição contrária à ausência de registro de ponto eletrônico para os gerentes do segmento Auto Valor. O banco se comprometeu a estudar alternativas.

O programa “Sacar Pra Quê?”, que desestimula saques em dinheiro, também foi questionado pelos representantes dos bancários. Para o movimento sindical, a campanha limita o acesso da população ao banco.

O Bradesco defendeu a iniciativa com base em argumentos de segurança e afirmou que a redução de caixas automáticos (BDNs) está ligada ao crescimento do uso do PIX e à queda no uso de dinheiro em espécie.

Durante a reunião, o movimento sindical ainda cobrou reajuste no valor pago por quilômetro rodado a funcionários que utilizam veículo próprio em suas atividades. O banco informou que fará um estudo sobre a possibilidade de correção, uma vez que o valor está defasado há anos. Em grandes centros, o Bradesco tem priorizado o uso de aplicativos de transporte.

A COE seguirá acompanhando a implementação das medidas e cobrando avanços nas pautas dos trabalhadores.

© 2026 Sindicato dos Bancários de Campinas e Região