Sindicato dos Bancários de Campinas e Região
A partir de hoje, 11 de novembro, já está aberta a Consulta ao Corpo Social de associados ativos e aposentados para votar o acordo negociado com o Banco do Brasil junto às entidades representativas do funcionalismo. O prazo para votação vai somente até o próximo dia 21. O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região junto a Contraf-CUT apoiam a aprovação do acordo, devido a urgência em equilibrar as contas da Cassi e garantir o bom funcionamento do plano de saúde ao associado e sua família. Desde a última alteração estatutária em 2007 até 2015, as despesas vêm crescendo mais do que as receitas.
Em dezembro de 2014, a Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil começou a trabalhar em regime de contingência por não conseguir fechar o orçamento de 2016, uma vez que a previsão das despesas já era maior que a das receitas e as reservas financeiras não seriam suficientes para cobrir o déficit.
O acordo garante aporte de R$ 40 milhões mensais à Cassi até dezembro de 2019. Uma forma de reequilibrar as contas com uma medida combinatória de subsídios do BB e dos funcionários. Desta forma, os associados ativos e aposentados, por meio de uma contribuição extraordinária de 1% sobre o salário ou aposentadoria, até dezembro de 2019, irão recolher R$ 17 milhões/mês. Durante o mesmo período, o Banco do Brasil irá aportar R$ 23 milhões mensais, reajustados anualmente. para reembolsar despesas com programas e unidades próprias da Cassi, obrigação que será prevista em contrato a ser celebrado junto a Cassi e o banco.
A solução foi construída em dois anos de negociação. O acordo preserva todos os direitos dos associados, programas de saúde como fornecimento de remédios e atendimento domiciliar a doentes crônicos e garante a sustentabilidade da Cassi.
No começo das discussões, os representantes dos bancários rejeitaram a proposta inicial do banco, já que jogava nas costas dos associados a cobertura do déficit e quebrava a solidariedade, além de não trazer soluções realmente sustentáveis para a Cassi. “Desde o início temos reafirmado as premissas de Solidariedade, Cassi para Todos e Sistema Integrado de Saúde”, ressalta Elisa Ferreira, diretora do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e eleita para o Conselho Deliberativo da Cassi, que rejeitou tal proposta do banco. Depois de muita pressão, o acordo conseguiu garantir os aportes negociados e que o banco se responsabilize com seus compromissos com a Cassi.
Entende melhor como votar, conferindo o manual de votação aqui
Votação atropelada pode comprometer aprovação
O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região bem como a CONTRAF-CUT consideram que o ideal seria ter mais tempo para o debate e total esclarecimento da proposta junto aos associados, para que todos tenham clareza que estarão aprovando ao mesmo tempo a contribuição adicional e extraordinária de 1% e os aportes do banco.
De acordo com a diretora Elisa Ferreira, o mais importante no momento é garantir o equilíbrio das contas e a tranquilidade do funcionamento do plano de saúde para os associados.
Histórico
As despesas da Cassi obedecem às condições do mercado de saúde e as receitas, aos salários e aposentadorias O índice - VCMH = Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, que mede o aumento das despesas com consultas, exames, internação, terapias no Brasil, cresceu 203,8% no período nos país, enquanto as despesas da Cassi cresceram menos, 147,6% que o ideal, e as receitas de contribuições, ficaram em um crescimento de 84,9%, ou seja, as despesas com o atendimento à saúde aumentaram muito mais que as receitas.
Tabela 1 - Números do Plano de Associados Cassi
Ano
Receita (R$mil)
Despesa (R$mil)
Associados
Assoc.+Depend.
Desp. per capita ano
2007
833.811
798.344
173.839
402.602
R$ 1.983
2015
1.541.651
1.977.016
197.554
418.364
R$ 4.726
Variação
84,9 %
147,6%
138,3%
 
Tabela 2 – Aumentos e reajustes acumulados de 2007 a 2015
INPC – IBGE
Reaj. salarial piso BB
Salários acima piso
Índice VCMH
74,4%
116,8%
98,2%
203,8%
Índice VCMH = Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(Fonte: Contraf)
Conheça os principais pontos da proposta
1) O Banco do Brasil fará ressarcimento mensal e extraordinário de R$ 23 milhões em favor da CASSI, até dezembro de 2019, correspondente às despesas vinculadas ao Plano de Associados com programas de saúde, coberturas especiais e estrutura própria com a CliniCASSI, mediante convênio específico.
2) Será cobrada contribuição mensal adicional e extraordinária de 1% dos participantes do Plano de Associados, até dezembro de 2019, improrrogável, sobre a mesma base de cálculo da contribuição pessoal, excluída a gratificação natalina, no valor estimado de R$ 17 milhões mensais, que será objeto da consulta. 3) CONSULTORIA: Será contratada empresa especializada (consultoria) para analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações com foco no aperfeiçoamento do modelo de governança, gestão e operação da CASSI. O trabalho de consultoria será pago pelo Banco do Brasil e terá como meta melhorar a eficiência do gasto assistencial sob todos os aspectos da atenção à saúde. A expectativa é que, após diagnóstico da situação atual, a empresa especializada apresente propostas e projetos estruturantes visando o equilíbrio do plano a longo prazo. 4) PRESTAÇÃO DE CONTAS Para o acompanhamento dos trabalhos, a CASSI fará, trimestralmente, prestação de contas ao Banco do Brasil, ao Corpo Social e às entidades representativas que assinaram o Memorando de Entendimentos. 5) GESTÃO - Dentre as ações para melhoria da gestão da CASSI está prevista também a criação de estrutura de assessoramento ao Comitê de Auditoria (Coaud), para fins de melhorar o apoio do Coaud ao Conselho Deliberativo em relação à supervisão dos processos internos e acompanhamento dos projetos a serem desenvolvidos. O aperfeiçoamento dos processos de recrutamento e seleção de pessoal, bem como a avaliação e o acompanhamento do desempenho operacional de todas as áreas da CASSI, com estabelecimento de indicadores e metas, também farão parte das medidas de melhoria da gestão.
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