A greve nacional da categoria, deflagrada no último dia 6, completou hoje (12) uma semana e ampliou ainda mais. Neste sétimo dia, 230 locais de trabalho fechados (Bancos públicos e privados): 119 em Campinas, área central e 18 bairros; e 111 em 32 das 36 cidades que compõem a base do Sindicato. No país, a greve atingiu hoje 11.531 agências e 48 centros administrativos, segundo balanço divulgado pela Contraf-CUT. O que representa 48,97% de todas as agências no país.
No primeiro dia (6), a greve atingiu 161 locais de trabalho (67 em Campinas e 94 em 31 cidades). No terceiro dia (8), a greve fechou 184 locais de trabalho (77 em Campinas, área central e 14 bairros, e 107 em 31 cidades). No quarto dia (9), 204 locais de trabalho fechados (96 em Campinas, área central e 17 bairros) e 108 em 31 cidades da base.
Nova rodada com Fenaban
Nesta terça-feira (13) o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban retomam o processo de negociação. Na última sexta-feira (9) a Fenaban propôs reajuste salarial de 7%, mais abono de R$ 3.300,00; o Comando rejeitou a proposta. O reajuste sequer repõe a inflação acumulada no período de setembro de 2015 a agosto de 2016, que foi de 9,62%. A primeira proposta da Fenaban, apresentada antes da greve, durante a rodada realizada no último dia 29 de agosto, estabelecia reajuste de 6,5% e abono de R$ 3 mil. A data-base dos bancários é 1º de setembro.
Avaliação
Para a presidente do Sindicato, Stela, a categoria deixou claro desde o primeiro dia da greve a disposição em lutar em defesa de seus direitos. “A greve começou forte e cresce a cada dia. Com a reabertura do processo de negociação, é fundamental intensificar ainda mais a mobilização, que tem reflexo direto na mesa com a Fenaban”.
Principais reivindicações
Reajuste salarial: 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real).
PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90.
Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação: R$ 880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição: R$ 880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 880,00 ao mês..
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Carreira: Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Segurança: Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
