Reunido ontem (21/09) à tarde, na sede da Contraf-CUT em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários avaliou a primeira semana da greve no pais e decidiu orientar os sindicatos a intensificar a greve, a mobilização da categoria. “A greve começou forte se consolidou, expandiu ontem no pais e em Campinas e Região. Diante do silêncio dos banqueiros, é fundamental intensificar a mobilização, convencer os colegas que ainda não aderiram à luta, ampliar a greve. Os banqueiros apostam na desmobilização. A resposta da categoria é uma só: greve forte para quebrar a intransigência patronal”, avalia o presidente do Sindicato e integrante do Comando, Jeferson Boava, que participou da reunião de ontem na sede da Contraf-CUT.9.092 fechadas no pais
A greve atingiu ontem (21/09), quarto dia, 9,092 agências e centros administrativos instalados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço divulgado pela Contraf-CUT. Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas, saltando para 7.324 no segundo dia e 8.527 na quinta-feira. No ano passado, no quarto dia de paralisação, 7.865 agências haviam sido fechadas.
191 agências fechadas na base do Sindicato
Em Campinas e Região, a greve cresce, amplia. Ontem (21/09), quarto dia: 118 agências fechadas em Campinas e 73 em 25 cidades da Região (veja quadro), totalizando 191 locais de trabalho e 4.700 bancários dos setores públicos e privados parados. Na quinta-feira (20/09), terceiro dia, 99 agências fechadas em Campinas e 68 em 24 cidades da base. No segundo dia (19/09) da greve, foram fechadas 84 agências em Campinas e 62 em 24 cidades da base. No primeiro dia, a greve atingiu 93 agências, sendo 58 em Campinas e 35 em 14 cidades da Região
“Conclamo a categoria a abraçar ainda mais a luta para romper o silêncio dos banqueiros. O reajuste de 6% foi rejeitado, mas a Fenaban mantém a mesma contraproposta e não mostra disposição de voltar à mesa de negociação. Para conquistar aumento real decente, melhor PLR, melhores condições de trabalho, mais saúde e segurança, a greve tem que se alastrar em todos os locais de trabalho, envolvendo todos os bancários, independente de funções”, frisa o presidente Jeferson Boava.
Principais reivindicações
● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.
Quadro da greve: 4º dia
| Campinas | 118 |
| Água de Lindóia | 1 |
| Americana | 11 |
| Amparo | 3 |
| Arthur Nogueira | 3 |
| Cabreúva | 3 |
| Cosmópolis | 3 |
| Eng. Coelho | 1 |
| Esp..Sto Pinhal | 2 |
| Hortolândia | 4 |
| Indaiatuba | 4 |
| Itapira | 1 |
| Itatiba | 2 |
| Jaguariúna | 1 |
| Louveira | 2 |
| Mogi Guaçu | 3 |
| Mogi Mirim | 2 |
| Monte Mor | 3 |
| Nova Odessa | 3 |
| Pedreira | 3 |
| Paulínia | 4 |
| Sto A. de Posse | 2 |
| Serra Negra | 2 |
| Sumaré | 5 |
| Valinhos | 2 |
| Vinhedo | 3 |
| TOTAL | 191 |
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