A GREVE da categoria bancária começa amanhã, terça-feira, dia 18. A decisão foi aprovada em assembleia na sede do Sindicato no último dia 12, que também rejeitou a contraproposta de reajuste de 6% apresentada pela Fenaban no dia 28 de agosto; os bancários reivindicam 10,25%. Em assembleia agora a noite (17/09), inclusive, os bancários debateram a organização da greve. “Diante da intransigência dos banqueiros, que fugiram do diálogo proposto pelo Comando em ofício no último dia 5, a categoria aprovou a greve a partir deste dia 18 e por tempo indeterminado. A greve será nos bancos privados e públicos. O Banco do Brasil e a Caixa Federal, vale ressaltar, voltaram à mesa de negociação com o Comando Nacional, no último dia 14, mas não apresentaram nenhuma proposta substancial. Vamos à greve porque 0,58% de aumento real é insuficiente. Sem falar que nada muda na PLR e nos tíquetes, por exemplo”, avalia o presidente do Sindicato e integrante do Comando, Jeferson Boava.
Faça GREVEA greve, neste momento, é o único instrumento para dobrar os banqueiros. E motivos não faltam. O aumento real proposto, perto do lucro dos seis maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa Federal, Santander e HSBC) no primeiro semestre, que atingiu R$ 25,2 bilhões, é irrisório. Enquanto várias categorias de trabalhadores conquistaram no primeiro semestre deste ano, na média, aumento real de 2,23%, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada no dia 30 de agosto, a Fenaban propõe uma verdadeira migalha; ou seja, 0,58%. “É possível mudar esse quadro com luta. Como em anos anteriores, cabe lembrar, será uma greve de adesão. Todo mundo no mesmo movimento, na mesma batalha”, conclama o presidente do Sindicato.
Calendário da greve
A assembleia de hoje à noite aprovou o calendário de mobilização. Na quarta-feira, dia 19, reunião para discutir a manutenção e ampliação da greve nos locais de trabalho, às 17h, na sede. Na quinta-feira, dia 20, assembleia para avaliar a greve, às 18h30, na sede.
Principais reivindicações
- Reajuste salarial de 10,25% (5% de aumento real).
- PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
- Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
- Auxílio-educação para graduação e pós.
- Auxílio-refeição e vale-alimentação e cesta equivalente (cada um) ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
- Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
- Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
- Mais segurança nas agências e postos.
- Previdência complementar para todos os trabalhadores.
- Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável.
- Igualdade de oportunidades.
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