Negociação não avança; Itau Unibanco não convence
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Itaú Unibanco não convenceu os sindicatos, em rodada de negociação no último dia 10, ao afirmar que pagou corretamente os valores da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Inclusive comunicou que não vai rever a medida implementada no último dia 26 de fevereiro, quando creditou PLR cheia, de 2,2 salários, apenas para 46% dos funcionários. Ou seja, somente para quem ganha em torno de R$ 2.800,00 ou tem salário acima do teto da PLR, que é R$ 14.696,00. "A postura do banco é incoerente", observa o diretor do nosso sindicato e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Mauri Sérgio. Segundo ele, na rodada anterior, realizada no último dia 5, os representantes do Itaú Unibanco reconheceram que ocorreram erros no pagamento até dos programas próprios, com funcionários nas mesmas funções recebendo valores diferentes.Ao contrário do Itaú Unibanco, a reivindicação dos sindicatos - PLR 2,2 salários para todos - tem fundamento, tem como base os números oficiais do próprio banco. "Os funcionários, diante dessa decisão do banco, estão pagando pelo processo de fusão. O que é inaceitável", destaca o diretor Mauri Sérgio.
Dois pesos, duas medidas.
Enquanto nega PLR cheia para todos os funcionários, não valoriza aqueles que no dia a dia promovem o crescimento da instituição, o Itaú Unibanco abre os cofres para os altos executivos. Segundo o Dieese, o montante destinado para pagamento de bônus cresceu 86% entre 2008 e 2009, passando de R$ 121 milhões para R$ 225 milhões. Quer mais? O Dieese questiona o volume de recursos destinados para o pagamento de dividendos aos acionistas. O banco provisionou R$ 3,4 bilhões para essa finalidade, mas, por lei, os acionistas têm direito a receber 25% do lucro líquido, o que corresponde a R$ 1,8 bilhão.
É hora de pressionar
Frente a esse total desrespeito, o caminho é a luta, a mobilização, a pressão sobre o Itaú Unibanco. "Os sindicatos não aceitam essa postura do banco. É hora de protestar, é hora de pressionar, mobilizar", avalia o presidente do nosso sindicato, Jeferson Boava.