Sindicato integra nova diretoria da Contraf
O principal embate político será a regulamentação do sistema financeiro, mais especificamente o artigo 192 da Constituição, que desde 1988 não foi colocada em prática. A proposta aprovada visa estabelecer um sistema voltado para o desenvolvimento nacional sustentável. Indica a promoção, por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN), de condições que facilitem a ampliação da atuação das cooperativas de crédito, que trabalham com juros menores. Hoje as cooperativas representam apenas 2,6% do crédito que circula no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Segundo o Banco Central (BC) é possível ampliar para 16%. A proposta da Contraf, no entanto, é mais ousada e prevê que a participação das cooperativas no sistema pode chegar a 30%.
Marco regulatório
Para o presidente do nosso sindicato, Jeferson Boava, a luta da categoria passa pela regulamentação do sistema financeiro. "A proposta da Contraf não é apenas recolocar a questão na ordem do dia, mas discutir amplamente com os vários segmentos da sociedade e construir um sistema voltado para o desenvolvimento equilibrado. Mesmo na globalização é preciso marcos regulatórios, um sistema sólido e democratizado".
O Vice da Contraf, Neemias, o presidente do sindicato, Jeferson Boava,
o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, e Manoel, convidado da Espanha
Fotos: Júlio César Costa
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