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Data: 12.03.2020 11:00
Categoria: Notícias em Foco, Igualdade/Oportunidade

Violência, não. Igualdade e respeito, sim.


A principal bandeira de luta levantada nas atividades comemorativas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) foi o fim da violência e do feminicídio, conforme escolha das bancárias consultadas em recente pesquisa realizada pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da qual o Sindicato é filiado.

No Brasil, segundo a plataforma Eva (Evidências sobre Violências e Alternativas), do Instituto Igarapé, as mulheres estão no topo de todos os tipos de violência, com exceção da letal: violência física (73%), patrimonial (78%), psicológica (83%) e sexual (88%). Além do impacto na vida, no dia a dia, a violência atinge a produtividade, gera ausências no trabalho, demissões e redução da performance. Para a cientista política Ilona Szabó de Carvalho, em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo (4/12/19), os dados apresentados pela citada plataforma, “contribui para a elaboração de políticas públicas para prevenir, reduzir e eliminar a violência” contra as mulheres.

No mundo bancário, a categoria deu um passo importante, conquistou um canal e atendimento às mulheres vítimas de violência, durante negociação entre as instituições financeiras e os sindicatos, realizada no último dia 19 de fevereiro. O canal será regulamentado em acordo, a ser assinado em breve.

Depois da violência, outra grande questão é a desigualdade de gênero, seja no trabalho ou na política. Os salários das bancárias contratadas em 2019, por exemplo, corresponderam a 75,7% da remuneração dos bancários contratados no mesmo ano, segundo o Dieese.

Quanto à participação das mulheres em cargos de chefia, a discriminação também persiste. No país, as mulheres com idade entre 30 e 49 anos, ocupando cargos de gerência e diretoria no setor formal, representavam 39,2% e 42,4%, respectivamente, em 2017, segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

Na política, a desigualdade ainda é gritante. O direito das mulheres votarem completou 88 anos no último dia 24 de fevereiro. Conquista histórica da onda feminista. Inclusive as mulheres participaram ativamente na luta contra a ditadura militar instalada no país em 1964 e pela redemocratização no final do anos 70 do século passado. Porém, a representação em várias esferas políticas permanece minoritária.

Para ilustrar esse descompasso, na atual legislatura, apenas 77 deputadas na Câmara Federal (15% das 513 cadeiras); no Senado, tão somente 12 parlamentares (14,8% das 81 cadeiras).

É preciso mudar, é possível mudar. Mobilização é a palavra chave para cumprir um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela ONU em 2015, para ser alcançado em 2030; ou seja, igualdade de gênero e empoderamento das mulheres (ODS 5).

Violência contra a mulher, no país (2018)

Homicídios: 4.069

Feminicídio: 1.206

Estupros: 53.726

Violência doméstica: 263.067 casos

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2019)

 

Desigualdade salarial nos bancos

16.400 mulheres contratadas em 2019

Salário médio: R$ 3.893,00

Equivale a 75,7% da remuneração média

dos homens admitidos no período.

Fonte: Dieese

 

Postos de trabalho

467.686 mil trabalhadores no setor bancário

49% dos postos ocupados por mulheres

Ano: 2017

Fonte: Dieese

 

Depoimento

Participação da bancária em cargo gerencial

“A cada dia tem aumentado a participação das mulheres, principalmente em níveis de gerenciamento. Porém, é pequena quando se trata de cargos executivos”.

Marli Ap. Fonseca Galdiano Bom, gerente regional do Bradesco, em Campinas.

 

“A participação da mulher na estrutura do Banco reflete o mercado financeiro no geral, que é essencialmente masculina. O processo para chegar a uma posição de comando exige muito mais esforço e competência de uma mulher do que de um homem. Alçar funções executivas é difícil, mas não impossível. Existe espaço para as mulheres no BB, mas questões familiares ainda pesam na decisão de ocupar esses espaços. Precisamos de muito foco e resiliência.”

Tatianne de Oliveira Silva, gerente geral, agência Dr. Quirino do Banco do Brasil, em Campinas.


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