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Data: 04.07.2019 09:40
Categoria: Igualdade/Oportunidade

Movimento LGBTI+ em debate no Sindicato


O Sindicato realizou no dia 2 deste mês de julho, na sede em Campinas, debate intitulado “Movimento LGBTI+: direitos e desafios”, em comemoração aos 50 anos do Dia do Orgulho LGBTI+ (lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersexual). O professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), advogado e ativista no campo dos Direitos Humanos, Renan Quinalha, abordou a trajetória do movimento LGBTI+ na Alemanha, Estados Unidos, Argentina e Brasil.

A luta em defesa dos direitos dos homossexuais deflagrada pelo jornalista, sexólogo e médico alemão/prussiano, Magnus Hirschfeld, durante a República de Weimar, instalada na Alemanha nos anos 20 do século passado, que antecedeu a ascensão do nazismo, foi destacada pelo professor da Unifesp. Já nos 1950, nos Estados Unidos, imperou a “Lavender Scare”, uma caça às bruxas que resultou em demissões em massa de pessoas homossexuais; paralelamente à campanha anticomunista conhecida por macarthismo (Joseph McCarthy), frisou Renan Quinalha. Segundo ele, no final dos anos 1960, também nos Estados Unidos, a batalha travada no “Bar Stonewall”, no dia 28 de junho de 1969, mudou o rumo da história. O Dia do Orgulho LGBTI+ surgiu depois dessa rebelião contra a polícia.

Na América Latina, mais especificamente na Argentina, dois anos antes de Stonewall (1967), nasceu o grupo Nuestro Mundo, em Buenos Aires, também em defesa dos direitos dos homossexuais, observou o professor da Unifesp. No Brasil, durante o processo de redemocratização no final dos anos 1970, da mobilização pelo fim da ditadura militar instalada em 1964, surgiu o movimento LGBTI+, na época era chamado de “Movimento Homossexual Brasileiro (MHB)”. Renan Quinalha denominou esse período de “primeira onda (1978-1981)” e destacou o papel do jornal alternativo “Lampião da Esquina”.

Direitos: Após 40 anos de luta, o professor da Unifesp citou direitos conquistados, vigentes no país. Entre eles, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças e “pessoas trans podem alterar, no registro civil, o prenome e o sexo diretamente nos cartórios sem necessidade de cirurgia, laudos médicos ou autorização judicial”. Mais recentemente, no dia 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) enquadrou a homofobia e a transfobia como crimes de racismo. Para Renan Quinalha, o STF deu um passo “rumo à afirmação da plena cidadania da população LGBT no Brasil”.

Depoimento: Após a palestra do professor Renan Quinalha, a bancária Sttefanne relatou sua experiência com a prática do cross-dressing (uso de roupas e acessórios associados ao gênero oposto), também conhecida por travesti part-time. Em seu local de trabalho, com apoio do Sindicato, Sttefanne teve oportunidade de comentar sua expressão de gênero masculino e feminino. “Esse esclarecimento serviu como ferramenta contra a discriminação”, concluiu Sttefanne.

A bancária Sttefanne relata sua experiência com a prática do cross-dressing.

Fotos: José Roberto

 


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