Login

Informe seu login e senha para acessar a área restrita:

Login:
Senha:
 
Data: 27.03.2017 10:55
Categoria: Notícias em Foco, Itaú

Agência digital: Itaú impede acesso do Sindicato


15 de março de 2017: manifestação em frente ao prédio onde o Itaú instalou a agência digital

Desde a instalação da agência digital em Campinas, no primeiro semestre do ano passado, o banco Itaú impede que os diretores do Sindicato visitem o novo local de trabalho para conversar, trocar ideias, com os trabalhadores bancários. Essa arcaica medida deixa no ar que algo não está em sintonia com os direitos da categoria bancária na ‘futurista’ agência digital, ‘vendida’ como algo revolucionário, sem atendimento, claro, presencial.

O banco das famílias Setubal, Salles e Villela tem hoje oito polos de agências digitais, sendo sete em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Em reunião realizada há quase um ano atrás, no dia 6 de abril de 2016, os sindicatos denunciaram aos representantes da maior instituição financeira privada do país vários problemas detectados nas agências digitais; entre eles, sobrecarga de funções, assédio moral, ambiente insalubre (funcionários são obrigados a trabalhar oito horas com headset) e divulgação do ranking de vendas. Quanto a este último ponto, a cláusula 37ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) proíbe a exposição do ranking individual. No que se refere ao headset, a Norma Regulamentadora 17 (NR17) determina jornada máxima de seis horas para quem trabalha logado e, no mínimo, três pausas (uma de 20 minutos e duas de 10 minutos).

Mais recentemente, no último dia 7 de fevereiro, os sindicatos voltaram a reivindicar o acesso semanal às agências digitais junto ao diretor da Digital Itaú, Felipe Wei, e ao superintendente de RH, Marco Aurélio Oliveira. Até o momento, nenhum sinal verde dos representantes do Itaú.

Avaliação

O diretor do Sindicato Vandernilson da Cunha Claro destaca que “o trabalho dos bancários pode mudar. Porém, a tecnologia não pode se transformar em ferramentas que intensificam ainda mais o ritmo de trabalho, pressionam os trabalhadores bancários em nome de lucros incessantes e impedem a ação sindical. Sem falar que a pressão continua nas chamadas reuniões de feedback, quando as chefias ameaçam com demissões e citam questões pessoais em detrimento das profissionais”.

Para o vice-presidente do Sindicato, Mauri Sérgio, “vamos insistir em adentrar à agência digital para conversar com mais de 300 bancários. Esse é o nosso papel: discutir com a categoria e encontrar soluções para os problemas”.


Imprimir       Enviar por email

Comentários

Sem comentários


Adicionar comentário

* - campo obrigatório

*




Imagem CAPTCHA para prevenção de SPAM
Se você não conseguir ler a palavra, clique aqui.
*
*