Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Nesta quinta-feira (24), a representação das bancárias e dos bancários do Mercantil entregou ao banco um sugestão de Programa Complementar de Remuneração (PCR), em complemento a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) própria apresentada pelo banco no ultimo dia 16.

Os dois temas foram discutidos pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, em reunião realizada de forma virtual.

As propostas têm naturezas distintas. A PLR própria apresentada pelo banco está vinculada ao lucro e aos resultados da instituição. Já a proposta de PCR apresentada pela representação dos trabalhadores prevê um valor adicional à PLR.

Entre os pontos avaliados pela COE está a elevação da meta de lucro estabelecida pelo Mercantil. O banco passou de uma meta de R$ 1 bilhão no ano passado para R$ 1,4 bilhão neste ano, um aumento de 40%. A representação das bancárias e dos bancários considera a elevação desproporcional e deverá formalizar ao banco a necessidade de revisão desse critério.

Outro ponto que precisa ser reavaliado é a regra para o pagamento proporcional da PLR às funcionárias e aos funcionários desligados. Anteriormente, os desligados tinham direito ao pagamento proporcional. Na proposta atual, o Mercantil mantém a previsão de pagamento proporcional, mas condiciona a regra à avaliação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Para a representação dos trabalhadores, a redação proposta pelo banco pode gerar insegurança para bancárias e bancários desligados e, por isso, precisa ser discutida durante as negociações.

A COE do Mercantil continuará acompanhando as propostas e as negociações com o banco. Uma nova rodada deverá ser agendada para dar continuidade às discussões sobre a PLR própria e o PCR.

(Com informações Contraf-CUT)
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