Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Após 13 intensas rodadas de negociação, a Campanha Nacional dos Bancários 2026 construiu uma proposta com ganho real para salários, tíquetes, PLR e demais verbas.

Neste sábado (29), o Comando Nacional, que representa os Sindicatos, conseguiu da Fenaban a reposição integral do INPC (de setembro) mais 0,60% de aumento em todas as cláusulas econômicas, tanto em 2026 quanto em 2027.

Outra vitória é a manutenção das conquistas que já estão na atual Convenção Coletiva de Trabalho (2024-2026) e da inclusão de novas, que atendem mudanças no setor financeiro e necessidade de proteção do bancário, como normas para monitoramento digital e direito à desconexão.

Agora é a vez dos bancários! O Sindicato convoca a base para participação de plenária on-line, às 18h, já nesta quinta-feira, dia 3 de setembro, e de assembleia de votação, a partir das 19h, até mesmo horário do dia 4, para deliberação.

A indicação é pela aprovação.

O processo de negociação foi extremamente exaustivo, com ao menos seis propostas recusadas por estarem abaixo da inflação. O que vimos nos últimos dias foram os bancos atacando a Convenção Coletiva, com pedidos de retirada de direitos e até congelamento de verbas, incluindo a PLR. Neste cenário, a proposta é um avanço”, avalia o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues.

Como exemplo, o primeiro índice de reajuste da Fenaban neste ano - apresentado somente na última terça (25), após dois meses de negociação - foi de 2,06%, cerca de 50% da inflação e com perda no poder de compra de 1,99%.

“Ao longo do processo, o Comando foi firme e recusou propostas que não contemplavam ganho real, por defender a valorização do bancário”, completa o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, que integra o Comando. ‘

A vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima, também representou o Sindicato nas últimas negociações.

Novas cláusulas

Os bancários possuem a mais robusta convenção coletiva do País, pioneira em muitos direitos, e fruto da luta história da categoria.  Entre as novas cláusulas da proposta, para o biênio 2026 e 2028, está a que estabelece limites para o monitoramento digital.

O texto determina que os bancos informem aos trabalhadores e aos sindicatos sobre possibilidades e formas de monitoramento em equipamentos profissionais, sempre respeitando a privacidade e a intimidade do bancário. A cláusula também assegura responsabilidade pela avaliação e decisão com o gestor.

Outra é sobre direito à desconexão, válida para todos os empregados sujeitos a controle de horário. Objetivo é assegurar que, durante intervalos e períodos de descanso, o bancário não seja obrigado a atender demandas, mensagens, chamadas, e-mails ou outras formas de contato do banco.

A CCT já vedava o envio de mensagens fora do horário de trabalho; agora, a proteção é ampliada.

Também ficou acordado que o banco disponibilizará o canal de combate ao assédio moral e sexual (e conquistado da Campanha Nacional de 2024) para receber também denúncias sobre atos praticados por clientes contra os funcionários.

Saúde mental

Com as mudanças na NR-01 (norma regulamentadora) em todo o País, o tema chegou para a negociação dos bancários, que cobrarão acompanhamento na identificação e prevenção do adoecimento da categoria. A Fenaban concordou que o tema seja debatido nas COEs de cada banco.

Para demitir, ficará mais caro

Outra conquista é que, em um cenário de reestruturações e fechamentos de agências, demitir ficará mais caro para os bancos. O novo CTT traz duas medidas acordadas:


1) A primeira é um programa de recolocação profissional, com a contratação de uma consultoria internacional, que irá elaborar planos para cada bancário, com diagnósticos, entrevistas e planos de recolocação individualizado.

Também fica garantido o acesso a uma plataforma de cursos para requalificação e cadastrados a um banco de talentos, com empresas de todo de Brasil.

2) A segunda medida é o aumento da indenização adicional, além do já previsto na CCT.

PLR é inegociável

Em um dos setores que mais rentáveis do mundo, a PLR é importante ferramenta para valorizar quem contribui diretamente com os lucros dos bancos. A proposta mantém o pagamento da participação nos lucros, em duas parcelas, sendo o adiantamento agora em setembro. Os bancários ainda disseram não para a tentativa da Fenaban de congelar o reajuste nos valores.

INPC

A inflação (INPC) para a data-base dos bancários (1º de setembro) será divulgada no dia 11 de setembro, quando será possível definir qual será o reajuste total (INPC + 0,6% de aumento real) para salários e demais verbas em 2026.

Paralização 20/08

Fenaban propôs não descontar (ou repor) dia da paralização nacional, se proposta for aprovada. 

Tem dúvidas sobre a proposta? Participe da Plenária. Fale com o Sindicato e vote para aprovar a nova Convenção Coletiva!

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