Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Nesta terça-feira (9/6), empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país participaram do Dia Nacional de Luta Saúde Caixa sem Teto, mobilização que defende o fim do teto de custeio do plano de saúde do banco.

Organizada pelo movimento sindical, a atividade busca ampliar o debate sobre o tema e conscientizar os empregados sobre o atual cenário. “O principal objetivo desse dia de luta é levar informação qualificada aos empregados sobre os impactos do limite de custeio imposto à Caixa”, explica Carlos Augusto Silva (Pipoca), diretor do Sindicato.

Atualmente, o estatuto da Caixa estabelece um limite de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com a assistência à saúde de seus empregados. Na prática, esse teto restringe a participação da empresa no custeio do plano justamente em um cenário de crescimento contínuo das despesas médicas, que avançam em ritmo superior aos reajustes salariais.

Como consequência, uma parcela cada vez maior dos custos é transferida aos usuários do plano, elevando mensalidades e coparticipações, dificultando o acesso ao benefício e colocando em risco a qualidade da assistência oferecida.

"Todo empregado precisa compreender a gravidade desse problema e se posicionar. O teto de custeio inviabiliza a manutenção da proporção de 70% de participação da Caixa e 30% dos empregados no financiamento do plano, dificulta a contratação de profissionais credenciados e compromete a permanência de muitos trabalhadores no Saúde Caixa", afirma Pipoca.

Mobilização em defesa do Saúde Caixa

O Saúde Caixa integra o Acordo Coletivo de Trabalho e representa uma das mais importantes conquistas dos empregados do banco. Por isso, limitar os investimentos na assistência à saúde significa desvalorizar quem diariamente contribui para o fortalecimento da Caixa e para o atendimento à população brasileira.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, destaca que a mobilização desta terça-feira é apenas o início de uma campanha que deve se intensificar nos próximos meses.

“Se nada for feito, a tendência é aumentar a pressão sobre os trabalhadores. Por isso, fomos às ruas para dizer que o Saúde Caixa precisa ser sustentável e que o primeiro passo para isso é acabar com o teto”, afirmou.

A reivindicação das entidades representativas é o fim do teto de custeio previsto no estatuto da Caixa, garantindo a participação da empresa no financiamento do plano e preservando os princípios históricos do Saúde Caixa, como a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional.

Campanha Nacional 2026 Saúde na Pauta
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